Humanos preferem trabalhar em grupo na resolução de problemas; chimpanzés não

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13 Outubro 2011 | 14h24

Crianças tendem a contar com a ajuda de outros para solucionar problemas. Experiência mostra que chimpanzés não têm a mesma motivação. Crédito: Reprodução/MPI for Evolutionary Anthropology.

Crianças tendem a contar com a ajuda de outros para solucionar problemas. Experiência mostra que chimpanzés não têm a mesma motivação. Crédito: Reprodução/MPI for Evolutionary Anthropology.

Chimpanzés podem ter muitos dos pré-requisitos necessários para a colaboração. Mas, segundo um estudo realizado pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, não são as habilidades cognitivas apenas que poderiam mostrar as diferenças entre macacos e seres humanos. Ao realizar um experimento com crianças e filhotes de chimpanzé, os pesquisadores observaram que humanos tendem a preferir solucionar problemas em grupo. Chimpanzés não.

Sociedades humanas são construídas em colaboração e, por isso, desde tenra idade as crianças reconhecem a necessidade de ajuda. Recrutam colaboradores ativamente, fazem acordos e reconhecem papéis para garantir o sucesso de uma empreitada. Chimpanzés, embora sejam cooperativos (trabalhando juntos na busca por alimento, por exemplo), não chegam ao mesmo grau de altruísmo.

“A preferência por fazer coisas em conjunto, em vez de sozinho, diferencia os humanos de nossos intimamente relacionados primos primatas”, diz Daniel Haun, do departamento de Antropologia Evolucionária em Leipzig, do instituto.  “Esperávamos encontrar diferenças entre a cooperação de humanos e chimpanzés porque humanos cooperam em muitos contextos diferentes e de forma mais complexa”.

Para chegar aos resultados, a equipe submeteu crianças de três anos de idade e chimpanzés de um santuário na República do Congo com testes que poderiam ser realizados individualmente ou em grupo. As crianças colaboraram com as outras mais de 78% do tempo em comparação aos 58% de tempo em grupo observados entre chimpanzés. “Nossas descobertas sugerem que as diferenças de comportamento entre humanos e outras espécies podem ter base em pequenas diferenças de motivação, ressalta Haun.