Imagem da Nebulosa de Órion revela mais segredos sobre formação de estrelas

Ao observar as estrelas no interior da Messier 42, os pesquisadores descobriram que as estrelas vermelhas anãs de fraca luminosidade associadas ao gás brilhante libertam muito mais radiação do que se pensava.

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19 Janeiro 2011 | 12h26

Nebulosa de Órion. Crédito: ESO.

Nebulosa de Órion. Crédito: ESO.

O instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO do Observatório de La Silla, no Chile, captou uma imagem única da Nebulosa de Órion: mais do que belo, o material auxilia astrônomos na observação de um berçário estelar de grande massa. Os dados utilizados para compor esta imagem foram selecionados pelo russo Igor Chekalin. A composição foi a sétima melhor classificada na competição – sendo a vencedora uma outra imagem de Chekalin.

A Nebulosa de Órion, também conhecida como Messier 42, é um dos objetos celestes mais facilmente reconhecidos, estudados e também mais próximos da Terra (a 1350 anos-luz). Trata-se de um enorme complexo de gás e poeira onde estrelas de grande massa são formadas. O gás brilha tão intensamente que pode ser visto a olho nu, tornando-se fascinante ao telescópio.

Ao observar as estrelas no interior da Messier 42, os pesquisadores descobriram que as estrelas vermelhas anãs de fraca luminosidade associadas ao gás brilhante libertam muito mais radiação do que se pensava.

A imagem é composta por várias exposições obtidas através de um total de cinco filtros diferentes. A radiação que atravessou o filtro vermelho e o filtro que mostra o gás de hidrogênio brilhante, aparece em vermelho. A radiação vinda da região amarelo e verde do espectro aparece verde, a radiação azul aparece azul e a radiação que passou pelo filtro ultravioleta aparece violeta. Os tempos de exposição foram de cerca de 52 minutos para cada filtro.

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