Psicóloga procura entender imagem que meninas têm do próprio corpo

Número de meninas internadas em função de distúrbios alimentares (anorexia e bulimia) aumentou cerca de 80% na última década.

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01 Março 2010 | 12h04

Meninas podem mudar leitura da estética do corpo se forem bem orientadas.

Meninas podem mudar leitura da estética do corpo se forem bem orientadas.

Saber o que se passa na cabeça de adolescentes pode ser uma tarefa árdua. Mas uma psicóloga da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, topou o desafio, descobrindo a forma como meninas percebem e sentem seus corpos.

O número de crianças internadas em função de distúrbios alimentares aumentou cerca de 80% na última década. Com o objetivo de esclarecer o problema ao público, a psicóloga e escritora Terri Apter conduziu um estudo junto ao Outline Productions chamado “Extreme Parental Guidance” para um canal de TV norte-americano.

Grupos de meninas com seis, nove e doze anos – todas com peso corporal saudável – foram convidadas a tirar fotos antes das imagens serem alteradas digitalmente para que três corpos ficassem mais esbeltos e três mais gordinhos. Depois, a equipe perguntou para as meninas quais das fotos eram compatíveis com o seu corpo. As respostas indicaram que a maioria se via bem mais gorda do que realmente era.


Depois, as voluntárias viram fotos de outras meninas e mulheres. Sendo questionadas sobre quais elas gostariam de conhecer, primeiro mostraram interesse pelas pessoas mais magras. Apenas quando mais informações a respeito das pessoas nas fotos eram passadas que elas mudavam de resposta. A psicóloga observou que as meninas foram bastante receptivas e poderiam mudar seus pontos de vista através da orientação calma e pela reflexão.

O trabalho da Dr. Apter é focado na dinâmica familiar e profissional, e o equilíbrio familiar. É autora de vários livros, incluindo “Amores alterados: mães e filhas durante a adolescência” e “O mito da maturidade”, ambos publicados no Brasil pela Editora Rocco.

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