Mães pobres tendem a ter período de depressão mais longo após o parto

Descoberta reforça que quadro depressivo não se restringe ao período pós-parto e que os sintomas podem ser observados por pediatra.

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03 Maio 2010 | 15h03

Depressão materna pode afetar o desenvolvimento dos filhos e por este motivo os médicos precisam detectar o problema o mais rápido possível.

Depressão materna pode afetar o desenvolvimento dos filhos e por este motivo os médicos precisam detectar o problema o mais rápido possível.

Mães economicamente desfavorecidas tendem a ter um período de depressão pós-parto prolongado. É o sugere um novo estudo conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos EUA.

Já se sabe que mulheres carentes em idade fértil sofrem mais de depressão. “Essa descoberta reforça que a depressão em mães não se restringe ao período pós-parto e, de fato, após o período pós-parto, enquanto as crianças ficam mais velhas, a prevalência de depressão materna pode ser maior”, afirma Carol C. Weitzman, professor de pediatria.

A depressão materna pode afetar o desenvolvimento dos filhos e por este motivo os médicos precisam detectar o problema o mais rápido possível. Muitas vezes, na própria consulta dos filhos um especialista poderia identificar se a mãe apresenta sintomas de depressão.

O estudo envolveu 931 mães, e mostrou que a terapia comportamental cognitiva pode ter resultados bem mais satisfatórios do que a mera assistência social, inclusive para os filhos. “A mãe deprimida pode ter um efeito significativo sobre a criança”.

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