Água e moléculas orgânicas estão em mais um asteroide

Novo achado pode apoiar teoria de que asteroides atingiram a Terra, trazendo água os blocos de construção necessários à vida.

taniager

07 Outubro 2010 | 16h46

Pesquisadores que mostraram a primeira evidência de água e moléculas orgânicas em um asteroide descobriram outro com os mesmos materiais. Crédito: Gabriel Pérez, Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.

Pesquisadores que mostraram a primeira evidência de água e moléculas orgânicas em um asteroide descobriram outro com os mesmos materiais. Crédito: Gabriel Pérez, Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.

Mais um asteroide surpreende astrofísicos. Agora é a vez do asteroide 65 Cibele mostrar evidências de gelo d’água e moléculas orgânicas. O artigo sobre a descoberta já foi aceito pela revista europeia Astronomy and Astrophysics.

Em abril deste ano, as equipes do astrofísico Humberto Campins, especialista em asteroides e cometas da Universidade da Flórida Central, haviam descoberto água e moléculas orgânicas no asteroide 24 Themis.

Agora as duas equipes internacionais de pesquisadores lideradas por Campins encontraram o mesmo material no asteroide 65 Cybele, localizado no mesmo cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.

“A descoberta sugere que esta região do nosso sistema solar contém mais gelo d’água do que o previsto,” disse Campins. “O novo achado pode apoiar a teoria de que asteroides podem ter atingido a Terra etrazendo ao nosso planeta a água e os blocos de construção da vida para se formarem e evoluírem aqui”.

O asteroide 65 Cybele é um pouco maior que o 24 Themis. Possui um diâmetro de 290 km, frente aos 200 km de diâmetro do primeiro asteroide estudado.  

Gelo d’água em asteroides pode ser mais comum do que o esperado, de acordo com o novo estudo que será apresentado hoje no maior encontro de cientistas planetários do mundo.

Os coautores do artigo são Zoe Landsman e Kelly Hasgrove da UCF; Javier Licandro do Instituto de Astrofísica das Canárias, Espanha; Michael S. Kelley do departamento de astronomia da Universidade de Maryland; Noemi Pinilla-Alonso e Dale Cruikshank da NASA Ames Research Center; Andrew S. Rivkin do laboratório de Física Aplicada da Universidade de Johns Hopkins; e Joshua Emery do Departamento de Ciências da Terra da Universidade do Tennessee.