Mecanismo extra na produção de proteínas é identificado

Fator de síntese de proteína eIF5 promove a síntese proteica ativando um segundo fator (eIF2) e também tranca o eIF2 em estado “latente".

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21 Maio 2010 | 14h42

Ribossomos são estruturas do nosso corpo onde ocorre a síntese de proteínas, essenciais ao funcionamento adequado de todas as atividades do organismo.

Ribossomos são estruturas do nosso corpo onde ocorre a síntese de proteínas, essenciais ao funcionamento adequado de todas as atividades do organismo.

Cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, identificaram uma etapa extra na produção das proteínas – atividade principal de todas as células do corpo – que pode determinar principalmente como o nosso organismo reage ao estresse, à fome e ao ataque de vírus. A equipe encontrou uma nova função para a proteína eIFE, fundamental para o seu controle.

A produção de proteínas acontece dentro do ribossomo e, qualquer alteração em algum dos fatores envolvidos neste processo pode resultar em problemas como obesidade, diabetes e até mesmo afetar a memória. Além disso, vírus utilizam os nossos mecanismos de produção de proteínas para produzir mais vírus, de modo que cada vez que uma célula é infectada uma briga intracelular ocorre – de um lado, nosso organismo tentando encerrar a síntese proteica em função da invasão; de outro, o vírus tentando produzir novos “soldados”.

As novas descobertas mostram que o fator de síntese de proteína eIF5 não apenas promove a síntese proteica ativando um segundo fator (eIF2), como também é capaz de atuar trancando o eIF2 em um estado “latente”. Esta segunda função é necessária para o controle da produção de proteína durante alguma circunstância adversa.

“Nós investigamos como simples células de levedura respondiam às mudanças na sua alimentação, mais especificamente ao jejum de aminoácidos, que são elementos essenciais para as proteínas”, explica Graham Pavitt, um dos autores do estudo. “Agora, sabemos que há outra importante etapa desse processo que é particularmente importante na resposta celular ao estresse”.

De acordo com o pesquisador, as semelhanças entre as células usadas nas experiências e demais células do corpo agem por mecanismos semelhantes.

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