Medicamento barato e não-tóxico pode ser arma contra glioblastoma

Equipe da Universidade de Alberta acaba de mostrar que o composto dicloroacetato (DCA) age contra o crescimento do tumor em seres humanos.

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12 Maio 2010 | 17h16

Ressonância magnética mostra glioblastoma em cérebro de paciente. Crédito: Wikipedia.

Ressonância magnética mostra glioblastoma em cérebro de paciente. Crédito: Wikipedia.

Um medicamento barato e relativamente não-tóxico pode ser a maior arma contra um raro e agressivo tipo de câncer de cérebro: o glioblastoma. Uma equipe da Universidade de Alberta, no Canadá, acaba de publicar um artigo que mostra que o composto dicloroacetato (DCA) age contra o crescimento do tumor em seres humanos.

O DCA contém ácido dicloroacetico, uma simples e pequena molécula usada geralmente no tratamento de crianças com uma rara doença metabólica. Em 2007, Evenagelos Michelakis – responsável pela pesquisa atual, ao lado de Kenn Petruk -, mostrou algumas evidências de que a droga poderia alterar o metabolismo de um câncer, “enganando” células cancerosas em relação à produção de energia e as levando ao “suicídio”.

Entretanto, todas as evidências tinham sido coletadas em laboratório. Agora, o time de pesquisadores consegue relatar o sucesso em experiências com pacientes. Além de diminuir tumores, o medicamento parece ter estacionado a doença. A equipe também verificou que o uso é ainda mais eficaz quando combinado com a quimioterapia.

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