MicroRNAs ajudam a formar células-tronco pluripotentes induzidas

Técnica desenvolvida por uma equipe do Sanford Burnham Medical Research Institute pode facilitar o trabalho de outros cientistas.

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01 Março 2011 | 12h58

MicroRNAs são pequenos RNAs, com cerca de 20 a 22 nucleótidos, resultantes da clivagem de um RNA maior não codificante que possui uma estrutura secundária em gancho.

MicroRNAs são pequenos RNAs, com cerca de 20 a 22 nucleótidos, resultantes da clivagem de um RNA maior não codificante que possui uma estrutura secundária em gancho.

Grosso modo, células-tronco podem produzir apenas um tipo de tecido ou vários (pluripotente). O grande desejo de cientistas é ter mais conhecimento sobre a geração de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), ou seja, células-tronco derivadas de uma célula-tronco não-pluripotente a partir de células somáticas, com as da pele, e que podem dar origem a diversos tecidos. Embora possam ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para diversas doenças, não são fáceis de obter em quantidades necessárias.

Para “transformar” uma célula somática (que não se reproduz) em uma célula “geradora de outros tecidos”, os cientistas devem lidar com várias barreiras. Mas, agora, uma nova técnica desenvolvida por uma equipe do Sanford Burnham Medical Research Institute parece facilitar o trabalho. Em um artigo publicado hoje no EMBO Journal, os pesquisadores identificaram vários microRNAs específicos que são importantes durante a reprogramação. O conhecimento dos mesmos pode tornar a transição de uma célula da pele para células iPS mais eficiente.

“Nós identificamos diversas barreiras moleculares no início do processo de reprogramação e descobrimos como removê-las usando miRNAs”, diz Tariq Tana, autor sênior do trabalho. “Isso é significativo, porque vai aumentar nossa capacidade de usar as células iPS em modelos de doença de laboratório e em pesquisas de novas terapias”.

“Nosso estudo não apenas apresenta novas visões mecanicistas sobre o papel dos RNAs não-codificantes durante a reprogramação de células somáticas, mas, também, fornece a prova de princípio de microRNAs como ótimo potenciadores para a geração de células iPS”, acrescenta Zhonghan Li, primeiro autor do estudo.

MicroRNAs são pequenos filamentos de material genético que podem desempenhar um papel importante em muitas doenças de resinagem de produção de proteínas. Neste estudo, a equipe observou que três grupos de miRNAs, incluindo dois conhecidos individualmente como miR-93 e miR-106b, são ativados como parte de um mecanismo de defesa que ocorre quando as células são forçadas a se reprogramar. Mais: determinaram que o miR-93 e miR-106b tinham como alvo duas proteínas, chamada Tgfbr2 e p21, que atrasam a via para células iPS ao parar o ciclo celular – processo de duplicação do DNA e divisão em dois “filhos” idênticos -, promovendo a morte celular.

A descoberta revela mais sobre a base genética da formação de células iPS, permitindo aos cientistas acelerar o processo. Quando eles adicionaram microRNAs adicionais às células epiteliais, as proteínas foram bloqueadas, mas as células sobreviveram e células iPS foram obtidas mais facilmente.

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