Modelo computacional ajuda NASA a escolher veículos marcianos

Modelo computacional permitirá testar os atributos de diferentes designs de veículos para Marte antes que se transformem em protótipos.

taniager

02 Junho 2010 | 16h33

“Nós queríamos um jeito de determinar como designs diferentes de tumbleweed rover poderíam se comportar sob as várias condições da superfície de Marte”, diz Dr. Andre Mazzoleni. Crédito: cortesia da Universidade do Estado da Carolina do Norte, EUA.

“Nós queríamos um jeito de determinar como designs diferentes de tumbleweed rover poderíam se comportar sob as várias condições da superfície de Marte”, diz Dr. Andre Mazzoleni. Crédito: cortesia da Universidade do Estado da Carolina do Norte, EUA.

Brincadeira de criança? Monta e desmonta, colore e descolore, cola e descola. Depois de tudo isso, o projeto do veículo que irá explorar a superfície de Marte ainda nem saiu do papel. Dez anos se passaram e muito dinheiro foi investido no projeto do veículo impulsionado por ventos. Sabe-se que ele será um “tumbleweed rover” (literalmente, itinerante vestido para rolar, em português), mas seu design ainda não pôde ser testado. 

Agora pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte, EUA, desenvolveram um modelo computacional que permitirá aos engenheiros testar os atributos de diferentes designs deste tipo de veículo, antes que se transformem em protótipos para teste em condições do mundo real. 

O Dr. Andre Massoleni, professor de engenharia mecânica e aeroespacial da referida universidade, comenta que o modelo é importante, porque ele poderá ajudar a NASA a decidir sobre qual das características apresentadas serão utilizadas no projeto final de qualquer “tumbleweed rovers”. 


O modelo computacional mostra o funcionamento, baseado nas várias características do projeto, do tumbleweed rover ainda “no papel”.  Por exemplo: o modelo pode mostrar como um diâmetro, elasticidade e massa em geral do rover afetarão sua habilidade para navegar na superfície marciana com sucesso. 

Mas não é só isso. O modelo não apenas testa os designs diferentes em um ambiente estável. Ele é flexível o suficiente para ajudar os engenheiros a observar o desempenho de vários projetos sob diferentes condições de terreno e vento – dos campos rochosos marcianos até crateras e cânions. E é isso o que importa para desafiar a superfície irregular de Marte.

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