Nanopartículas excitadas por campo magnético "matam" tumor

Pesquisador da Universidade de Tel Aviv desenvolve método que ataca células cancerosas sem danificar tecidos saudáveis do corpo.

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10 Agosto 2010 | 11h43

Células cancerosas de pulmão entre células epiteliais saudáveis. Crédito: Universidade de Tel Aviv.

Células cancerosas de pulmão entre células epiteliais saudáveis. Crédito: Universidade de Tel Aviv.

A rádio pode ser uma arma potente contra os tumores. No entanto, a terapia pode também danificar tecidos saudáveis ao tentar matar as células cancerosas. Agora, uma equipe da Universidade de Tel Aviv, em Israel, está desenvolvendo uma nova forma de destruir tumores com menos efeitos colaterais e danos mínimos ao paciente.

O método utiliza o calor para matar as células de câncer. Valendo-se de biomarcadores específicos associados a diferentes tipos de tumor, a ideia é fazer com que anticorpos e nanopartículas se liguem a tumores.

“Uma vez que as nanopartículas se ligam ao tumor, nós as excitamos com um campo magnético externo, e elas começam a esquentar de forma muito específica e pontual”, explica Gannot Israel, responsável pelo trabalho. “O campo magnético é manipulado para criar um aumento da temperatura no alvo, e é essa elevação do calor dirigido que mata os tumores”.

O tratamento se mostrou eficaz contra cânceres epiteliais – que podem se desenvolver em qualquer parte do corpo, como mama e pulmão. De acordo com o pesquisador, um processo de resposta especial pode permitir que o processo seja otimizado para o tratamento individual.

O coquetel de nanopartículas e anticorpos pode, segundo os pesquisadores, ser administrado de forma segura. Bastaria uma injeção local tópica ou a corrente sanguínea. Caso os testes clínicos (com seres humanos) forem bem sucedidos, a técnica pode ser tornar a base de muitas terapias.

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