Descoberta de novos fósseis muda percepção de antropólogos

Fósseis humanos no sul da China podem mudar maneira que especialistas enxergam o surgimento de humanos modernos no Velho Mundo.

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26 Outubro 2010 | 14h25

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu fósseis humanos no sul da China. A descoberta deve mudar as percepções de antropólogos sobre o surgimento dos humanos modernos no leste do Velho Mundo.

A presença de restos fósseis dos primeiros humanos modernos com 100 mil anos no Zhirendong (Zhiren Cave), no sul da China, fornece a primeira evidência para o surgimento dos humanos modernos na Ásia Oriental, pelo menos 60 mil anos mais velhos do que os humanos modernos conhecidos anteriormente na região.

“Esses fósseis estão ajudando a redefinir a nossa percepção do surgimento do homem moderno na Eurásia oriental, e em todo o Velho Mundo em geral”, diz o antropólogo Eric Trinkaus.

Os fósseis de Zhirendong têm uma mistura de características modernas e arcaicas, que contrastam com fósseis de humanos modernos encontrados no leste da África e sudoeste da Ásia – indicando, assim, algum grau de continuidade da população humana na Ásia.

A existência dos seres humanos em Zhirendong indica que a propagação dos humanos modernos precede as inovações culturais e tecnológicas do Paleolítico Superior, e que os primeiros seres humanos modernos coexistiram por muitas dezenas de milênios com os falecidos humanos arcaicos que habitavam o norte e o oeste em toda a Eurásia.

A pesquisa, baseada no Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia de Pequim, foi publicada em 25 de outubro de 2010 na edição online do periódico cientifico americano Proceedings of the National Academy of Sciencess e teve a participação da Universidade de Washington em St. Louis.