Neurônios com ‘muita sintonia’ podem dificultar reconhecimento facial em pessoas com autismo

Da redação

19 Março 2013 | 09h07

Pesquisadores da Universidade Georgetown, nos EUA, descobriram uma anomalia no cérebro que poderia explicar a dificuldade de pacientes com autismo em reconhecer rostos e interagir. A principal característica do transtorno global de desenvolvimento é a inabilidade para se adaptar socialmente.

Em um artigo publicado no periódico científico especializado NeuroImage: Clinical , a equipe afirma que os neurônios na região cerebral responsável pelo reconhecimento de faces estariam ‘sintonizados demais’, o que impediria – ou dificultaria – a diferenciação de traços do rosto. Em um cérebro normal, dados coletados seletivamente seriam sintonizados apenas em certo momento para dar o parâmetro que leva à identificação.

Além de indicar um possível alvo para terapias que melhorem a sociabilidade de pessoas com o distúrbio, o trabalho mostrou que a plasticidade do cérebro adulto – ou a capacidade de aprender e de se adaptar às mudanças  –  é maior do que se supunha. Experimentos realizados com os voluntários indicaram que o reconhecimento melhorou quando imagens faciais muito diferentes foram gradativamente substituídas por imagens faciais similares.

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