Novo estudo pode dar pistas sobre processo inflamatório da psoríase

Pesquisadores descobriram uma maneira de analisar as células das lesões e identificaram vários marcadores associados à doença.

root

21 Maio 2010 | 11h24

Moléculas TRAIL (em vermelho) e CD11c (em verde) parecem desencadear a atividade inflamatória de células dendríticas imaturas, que compõem de 80 a 90 % das células dendríticas associadas à psoríase. Crédito: The Rockefeller University.

Moléculas TRAIL (em vermelho) e CD11c (em verde) parecem desencadear a atividade inflamatória de células dendríticas imaturas, que compõem de 80 a 90 % das células dendríticas associadas à psoríase. Crédito: The Rockefeller University.

Mais um “enigma da pele” na medicina pode ser desvendado ao menos em parte por uma nova técnica desenvolvida por cientistas da Universidade Rockefeller, nos EUA. Pesquisadores descobriram uma maneira de analisar as células das lesões de pele ocasionadas por psoríase e identificaram vários marcadores que indicam como elas podem estar contribuindo para doença.

O trabalho foi focado em células do sistema imunológico especiais chamadas células dendríticas, que, acredita-se, têm um papel chave na doença. Dois tipos mais importantes de células dendríticas são encontradas nas lesões – células dendríticas imaturas, que respondem por 80 a 90% da população, e células dendríticas residentes dos tecidos. Usando triagem celular para separar os dois tipos e análise de gene para identificar as diferentes moléculas produzidas por cada uma, os pesquisadores descobriram que as células dendríticas imaturas expressam uma série de genes que as diferencia das outras.

Entre elas, estão as moléculas conhecidas como TRAIL, TLR 1 e 2 e outras que poderiam desencadear o processo inflamatório. Saber quais moléculas são ativas na psoríase é uma maneira de entender a doença, ao fornecer um ponto de partida para encontrar genes relacionados.

A psoríase é uma das mais comuns doenças inflamatórias e, embora atinja a pele – um local relativamente fácil de recolher amostrar para estudos -, seu mecanismo ainda não é bem compreendido. O trabalho pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos, não apenas para o problema de pele, mas para alergias, artrite e até o câncer.

Veja também:

Melanoma NÃO é causado por exposição precoce a raios UVA
Questionário é incapaz de dizer se níveis de vitamina D são adequados
Método agiliza diagnóstico em pacientes com baixa resistência