Método permite diagnóstico mais preciso de subtipos de asma

Diferentes processos influenciam na progressão da doença, o funcionamento dos pulmões e a resposta à terapia.

root

03 Agosto 2010 | 21h08

Diferentes processos influenciam na progressão da doença, o funcionamento dos pulmões e a resposta à terapia.

Diferentes processos influenciam na progressão da doença, o funcionamento dos pulmões e a resposta à terapia.

Pesquisadores da Universidade do Texas e Instituto Galveston, nos EUA, afirmam ter tido bons progressos no desenvolvimento de novas tecnologias para detectar os diferentes subtipos de asma existentes. A asma, doença inflamatória crônica das vias áreas, pode desgastar muito o paciente com episódios recorrentes e prolongados de falta de ar, e tentativas frustradas de medicamentos. Este sofrimento pode estar no fim, já que um diagnóstico mais preciso pode levar a tratamentos específicos e mais eficazes – que previnam futuras crises.

Sabe-se que a asma é uma junção de sintomas que resultam de processos variados subjacentes. Há fatores genéticos e ambientais. Estes diferentes processos influenciam a progressão da doença, o funcionamento dos pulmões e a resposta à terapia.

“Em um estudo anterior, descobrimos que os padrões de proteínas no fluído que reveste as vias aéreas estão ligados a grupos particulares de asma”, explica Allan Brasier, principal autor do estudo. Para a pesquisa em questão, a equipe utilizou amostras de mais de mil pessoas com asma, tentando relacionar os padrões com os subtipos específicos da doença.

Os pacientes foram divididos em quatro grupos: dois incluindo pessoas com células imunológicas do tipo eosinófilos ou neutrófilos que causavam a inflamação das vias aéreas, um composto por indivíduos cujos brônquios podiam ser prontamente abertos com inalação de albuterol e finalmente um com pacientes que respondiam mais fortemente a exposição de metacolina.

“Foram aplicados quatro diferentes métodos computacionais para prever o subconjunto de asma específico de cada paciente baseado em padrões de citocinas e dois funcionaram bem, nos dando de 80 a 90% de precisão”, diz Brasier. “Esperamos melhorar isso para 100%, é claro, mas mesmo assim vejo isso como um marco no estudo, porque pela primeira vez estamos começando a amarrar perfis de proteínas para subgrupos específicos de asma”.

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