Método acompanha atividade de neurônios novos em cérebro adulto

Graças a uma técnica inovadora combinando ótica e genética, neurobiólogos puderam observar novos neurônios foto-excitáveis.

taniager

16 Dezembro 2010 | 15h34

Foto de um neurônio novo marcado pela proteína fluorescente YFP. Crédito: Institut Pasteur.

Foto de um neurônio novo marcado pela proteína fluorescente YFP. Crédito: Institut Pasteur.

Os cientistas do Instituto Pasteur associados com o CNRS, França, mostraram em um modelo experimental que os neurônios novos que nascem no cérebro adulto podem ser estimulados pela luz. Graças a uma técnica inovadora combinando ferramentas da ótica às da genética, os neurobiólogos puderam observar novos neurônios foto-excitáveis.  Pela primeira vez, conseguiram ver e registrar especificamente a atividade das células nervosas novas. Os cientistas identificaram a natureza dos sinais que elas emitem para os circuitos neurais do cérebro. Estes trabalhos são um passo essencial para melhor compreender o papel de novas células nervosas e considerar aplicações terapêuticas, particularmente no domínio das doenças neurodegenerativas.

Ao introduzir e fazer com que as proteínas fotossensíveis pudessem ser visualizadas dentro de neurônios novos, os cientistas foram capazes de acompanhar a sua atividade usando flashes luminosos. Graças a essa técnica, foi possível ver, estimular e especificamente registrar a atividade destas células nervosas, façanha que os métodos anteriores com pulsos elétricos não permitiam. Os pesquisadores provaram que os neurônios novos que nascem no bulbo olfatório do cérebro adulto se integram bem dentro dos circuitos nervosos pré-existentes. Também mostraram que, contrariamente a todas as expectativas, o número de contatos das células jovens com seus destinos aumentou significantemente durante vários meses.

Os trabalhos abrem os campos de investigações importantes para entender a conectividade de neurônios “recém-nascidos” com os circuitos cerebrais existentes e são uma etapa indispensável ao avanço de novos métodos de terapias que poderão utilizar células neurais específicas para reparar o cérebro, principalmente em doenças neurodegenerativas.

O artigo intitulado “How, when and where new inhibitory neurons release neurotransmitters in the adult olfactory bulb.” foi publicado no Journal of Neuroscience em 15 de dezembro de 2010.

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