Novo teste promete diagnóstico precoce e preciso do Alzheimer

O CST (computerized self test) é um teste interativo online rápido que avalia incapacidades funcionais em vários domínios cognitivos.

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14 Março 2010 | 16h19

Teste cognitivo pode detectar doença de Alzheimer com até 96% de precisão. Crédito: ALZselftest.

Teste cognitivo pode detectar doença de Alzheimer com até 96% de precisão. Crédito: ALZselftest.

Detecção precoce é a chave para um tratamento mais eficaz contra o mal de Alzheimer e outras formas de distúrbios cognitivos. Agora, pesquisadores da Universidade do Tennesse, EUA, desenvolveram um teste que detecta anomalias cognitivas em 95% dos casos.

O teste, chamado CST (computerized self test) foi desenhado para ser tanto eficaz quanto simples. A ideia partiu de uma observação de quem 60% dos casos de Alzheimer não eram diagnosticados nos exames báde rotina, e que este atraso era uma oportunidade de tratamento perdida.

“A detecção precoce está na vanguarda do esforço da investigação clínica em Alzheimer, e a aplicação de instrumentos como o CST na rede básica de saúde é de extrema importância”, diz Rex Cannon, da UT Knoxville, envolvido no trabalho.

O CST é um teste interativo online rápido que avalia incapacidades funcionais em vários domínios cognitivos. Em essência, é um teste de aptidão para as funções básicas do pensamento e processamento de informações que são afetadas pela doença de Alzheimer, e de formas mais leves de distúrbios cognitivos.

Em artigo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, o CST mostrou-se bem mais preciso que outros exames – 96% de precisão em comparação com 71% a 69% de outros testes.

Entendendo o mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada por deterioração cognitiva progressiva, sendo o mais comum tipo de demência. Geralmente afeta pessoas acima dos 65 anos de idade, embora possa ser diagnosticada em indivíduos mais novos.

O primeiro sintoma da doença é a perda de memória. Depois, a pessoa sofre de confusão, irritabilidade, agressividade e falhas na linguagem. Na fase avançada, afeta as capacidades motoras.

Algumas regiões do cérebro de uma pessoa com Alzheimer começam a morrer, sendo substituídas por placas microscópicas de proteína – as chamadas placas senis.

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