Número de gestantes com diabetes pode ser maior do que se supunha

Resultados de pesquisa com mais de 23 mil mulheres mostra que glicose pode afetar mãe e bebê em níveis bem mais baixos.

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01 Março 2010 | 15h15

Níveis de glicose até hoje considerados

Níveis de glicose até hoje considerados "normais" podem afetar gestação, mãe e bebê

Duas a três vezes mais gestantes devem, em breve, entrar para o grupo de mulheres com diabetes gestacional. A população mundial pode estar engordando, mas a mudança no número de grávidas com este quadro clínico mudará em função de uma nova métrica, proposta por pesquisadores da Northwestern University Feinberg School of Medicine, EUA. Resultados de uma pesquisa com mais de 23 mil mulheres mostra que a glicose pode afetar mãe e bebê em níveis bem mais baixos do que até então se supunha.

Embora apenas entre 5 e 8% das gestantes seja atualmente diagnosticada com diabetes gestacional, os pesquisadores revelam que mais de 15% das grávidas estão dentro do grupo de risco. Níveis de glicose no sangue, antes considerados normais, são responsáveis por casos de partos prematuros, pré-eclâmpsia (hipertensão arterial que afeta mãe e bebê), nascimento de crianças com sobrepeso (mais de 10% do peso médio de um determinado grupo étnico) e cesáreas.   

Atualmente, quando um médico diagnostica uma gestante com diabetes gestacional, ele tende a se basear nos níveis de glicose que possam levar à diabetes no futuro, e não, propriamente, aos riscos em relação ao bebê durante a gravidez. Níveis de glicose acima de 92 mg/dl em gestantes submetidas a jejum, acima de 180 após uma hora de refeição e 153 mg/dl após duas horas foram considerados concentrações perigosas para a mulher e para a criança. Nestas situações, a chance de ter um bebê com sobrepeso e de a gestante desenvolver pré-eclâmpsia é dobrada. Além disso, as chances do parto prematuro aumentam até 40%.


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