Atenção com interação entre vitamina e analgésico deve ser redobrada

Estudo analisa uso de vitamina A em um grupo de emergência pediátrica, comparando características sócio-demográficas de pacientes.

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03 Março 2010 | 22h35

Vitaminas são seguras desde que não interajam com outros medicamentos, incluindo analgésicos e anti-inflamatórios.

Vitaminas são seguras desde que não interajam com outros medicamentos, incluindo analgésicos e anti-inflamatórios.

Um alerta para pais e médicos: profissionais de emergência pediátrica devem verificar a ingestão de vitaminas em crianças para evitar reações adversas e interações negativas com outros medicamentos. O recado é dado por Ran Goldman, pesquisador da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá.

É a primeira vez que um estudo analisa o uso de vitamina A em um grupo de emergência pediátrica, comparando características sócio-demográficas das famílias e crianças que consomem – ou não – vitaminas. A pesquisa foi publicada recentemente na Fundamental & Clinical Pharmacology.

De acordo com o pesquisador, as vitaminas são seguras desde que não interajam com outros medicamentos, incluindo analgésicos e anti-inflamatórios. A recomendação é de que pediatras e enfermeiros se informem com os pais sobre a utilização de vitaminas, apresentando os possíveis efeitos-colaterais quando usados com outras substâncias.


Mas não apenas a vitamina A pode causar efeitos adversos no organismo quando usada junto com remédios. A vitamina C, por exemplo, pode aumentar os níveis de sangue e, eventualmente, a toxicidade do paracetamol, intensificar a absorção do ferro e aumentar os efeitos colaterais de antiácidos contendo alumínio.

Goldam, juntamente com o pesquisador Alex Rogovik de Ontário, e Sunita Vohra de Alberta, entrevistaram famílias de um hospital em Toronto, Canadá. Compararam as características de dois grupos de famílias e crianças de até 18 anos: um que usava vitaminas nos três primeiros meses anteriores à entrevista e outro de pessoas que não utilizaram vitaminas. Os pesquisadores descobriram que um terço das mais de 1800 famílias relatou usar vitaminas, a maioria polivitamínicos. Quase metade das crianças tomava vitaminas diariamente.

Os pesquisadores também alertam para a composição dos polivitamínicos, que muitas vezes apresentam maior quantidade de vitaminas do que informada no rótulo da embalagem. Além disso, crianças que consomem uma grande quantidade de alimentos fortificados com vitamina A podem exceder a dosagem diária recomendada.

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