Pesquisa muda forma como vemos a evolução da vida na Terra

Archeobactérias sobrevivem em ambientes extremamente hostis, como em algumas regiões do Parque Yellowstone.

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04 Outubro 2010 | 15h35

Archeobactérias sobrevivem em ambientes extremamente hostis, como algumas regiões do Parque Yellowstone. Crédito: Wikipedia.

Archeobactérias sobrevivem em ambientes extremamente hostis, como algumas regiões do Parque Yellowstone. Crédito: Wikipedia.

Uma nova pesquisa genética da Universidade de Oxford, no Reino Unido, pode transformar a forma como os cientistas interpretam nossa evolução desde os primórdios. A emergência e o relacionamento entre os três “domínios” da vida – bactérias, eucariotos (animais, plantas e fungos) e microorganismos unicelulares Archaea – são discussões constantes na Biologia.

Algumas espécies de Archaea foram adaptados para viverem em condições extremas, como enxofre fervente que brota no Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, ou em águas salgadas do Mar Morto. Outras, como os Thaumarchaea, são em encontrados em ambientes moderados: águas quentes da superfície de oceanos, por exemplo.

Ao acompanhar a história evolutiva dos três domínios, pela análise de mais de 3.500 famílias de genes, os pesquisadores descobriram que os eucariotas estão mais estritamente relacionados com a Thaumarchaea. O estudo, publicado no Proceedings of the Ryal Society, também sugere que o metabolismo dos primeiros organismos na Terra foi baseado no metano.

O trabalho indica que os Archaea são muito antigos. Evidências geológicas e genéticas mostram que eucariotos evoluíram entre 2 e 2,5 bilhões de anos após os Archaea, que surgiram em torno de 3,5 bilhões de anos.

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