Pesquisadores dão passo além no entendimento dos impulsos

Estudo permitiu observar os mecanismos inibitórios para estímulos muito mais complexos do que já foram analisados em outras pesquisas.

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22 Dezembro 2010 | 16h18

Uma pesquisa da Universidade de York está revelando quais regiões do cérebro se tornam ativas quando reprimimos comportamentos automáticos – como o desejo de olhar para outras pessoas ao entrar em um elevador, por exemplo. Um artigo sobre o trabalho foi publicado no jornal Frontiers in Human Neuroscience.

Os pesquisadores usaram ressonância magnética funcional (fMRI) para “seguir” atividade cerebral quando uma imagem de uma expressão facial com uma palavra sobreposta, observando que os participantes processavam as palavras mais rápido. Contudo, quando a palavra não correspondia a imagem – como a palavra “triste” sobre a foto de alguém sorrindo -, os indivíduos reagiam mais devagar.

“A emoção da palavra não coincide com a emoção na expressão facial, o que cria um conflito”, explica Joseph DeSouza, professor assistente de psicologia da Faculdade de Saúde da Universidade York. “Nosso estudo mostrou pela primeira vez um aumento no sinal do lado inferior direito do córtex frontal quando os participantes do estudo eram confrontados com este conflite entre a palavra e a imagem, e a necessidade de responder às indicações que iam contra seus instintos automáticos”.

Pesquisas anteriores sobre o córtex pré-frontal mostram que a região pode estar envolvida em funções cognitivas de ordem superior – incluindo o planejamento em longo prazo e supressão ou seleção da resposta. O estudo em questão permitiu observar os mecanismos inibitórios para estímulos muito mais complexos do que já foram analisados antes.

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