Pesquisadores identificam gene associado a subtipo de esquizofrenia

Deescoberta pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos que tenham como alvo esta disfunção genética específica.

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16 Junho 2010 | 18h19

Gene NRG3, localizado no cromossomo 10, foi recentemente identificado como um dos principais genes que diferenciam o genoma de humanos modernos e neandertais, sugerindo a melhora cognitiva seja o resultado de uma seleção evolucionária.

Gene NRG3, localizado no cromossomo 10, foi recentemente identificado como um dos principais genes que diferenciam o genoma de humanos modernos e neandertais, sugerindo a melhora cognitiva seja o resultado de uma seleção evolucionária.

Pesquisadores da Universidade Western Australia mostram que o gene Neuregulin 3 (NRG3) está associado a um subtipo específico de esquizofrenia. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos que tenham como alvo esta disfunção genética.

“Nossa última descoberta, publicada no jornal internacional Molecular Psychiatry, mostra que variações na Neuregulin 3 está associada a um tipo de esquizofrenia em que os pacientes sofrem de sintomas psicóticos permanentes, mas suas capacidades cognitivas, como a habilidade para pensar, perceber, lembrar e raciocinar, não são muito afetadas”, explica Assen Jablensky, responsável pelo trabalho.

A identificação do gene só foi possível pela diferenciação entre os subtipos de esquizofrenia existentes.


O gene NRG3, localizado no cromossomo 10, foi recentemente identificado como um dos principais genes que diferenciam o genoma de humanos modernos e neandertais, sugerindo a melhora cognitiva seja o resultado de uma seleção evolucionária.

O que é a esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno psíquico severo que é caracterizado por alterações do pensamento, alucinações, delírios, e distorção na percepção da realidade. É possível que atinja 1% da população mundial, manifestando-se geralmente entre os 15 e 25 anos.

Não são conhecidas as causas da doença, embora uma teoria genética admita a influência de vários genes “ativados” por fatores ambientais. A teoria neurobiológica, parcialmente comprovada, defende que a esquizofrenia é causada por alterações bioquímicas no cérebro: uma disfunção dopaminérgica. Nenhuma explicação, contudo, pode individualmente explicar satisfatoriamente a doença. Por este motivo, o tratamento é feito em várias abordagens e quanto mais precoce o diagnóstico, mais favorável é o resultado das intervenções.

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