Identificadas regiões do genoma envolvidas no metabolismo de lipídios

Equipe identifica 59 novas regiões envolvidas no metabolismo de lipídios, cuja concentração no sangue é fator de risco para doença coronariana

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06 Agosto 2010 | 14h36

O trabalho teve a participação de pesquisadores do King’s College London. Crédito: King’s College London.

O trabalho teve a participação de pesquisadores do King’s College London. Crédito: King’s College London.

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou 59 novas regiões do genoma humano envolvidas no metabolismo de lipídios, cuja concentração no sangue – como o colesterol – é um dos mais importantes fatores de risco para a doença arterial coronariana. A descoberta pode fornecer a base para o desenvolvimento de novos medicamentos que suprimam genes e previnam problemas cardíacos.

Homens e mulheres após a menopausa têm um risco igual para o desenvolvimento da doença arterial coronariana – um problema que pode tanto prejudicar fortemente a qualidade de vida e longevidade como levar à morte, sendo uma das principais causas no mundo. A doença se desenvolve quando as artérias que fornecem sangue ao músculo do coração ficam entupidas com aglomerados de lipídios, dificultando ou impedindo o fluxo sanguíneo normal. Assim, o coração não é oxigenado satisfatoriamente, resultando em dores no peito ou ataque cardíaco.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram o genoma em mais de 100 mil indivíduos de ascendência europeia. A equipe identificou 95 regiões, que incluem locais previamente indicados em estudos anteriores, e 59 novos “pontos” relacionados aos processos metabólicos de lipídios.

De acordo com os pesquisadores, embora o trabalho tenha sido feito com amostras de europeus, algumas regiões do genes são partilhadas por populações não-europeias. Significa, em uma interpretação direta, que os resultados serão relevantes em escala global.

“Este estudo representa uma parte significativa do quebra-cabeças complexo da genética para compreender os riscos de desenvolver doença coronariana”, diz Massimo Mangino, do Department of Twin Reserach & Genetic Epidemiolgy. “Como este é o maior estudo do tipo já feito, com amostra que assegura uma relevância internacional dos resultados, estamos esperançosos que irá fornecer as bases para futuras pesquisas em biomarcadores para a doença arterial coronariana, e permitir que novas drogas combatam este perigoso estado”.

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