Bronzeamento artificial aumenta risco de melanoma em todas as idades

Estudo mostra que uma pessoa que se submete ao bronzeamento artificial tem até três vezes mais chance de desenvolver a doença.

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27 Maio 2010 | 13h54

Bronzeamento artificial aumenta risco de melanoma em qualquer idade. Crédito: University of Minnesota.

Bronzeamento artificial aumenta risco de melanoma em qualquer idade. Crédito: University of Minnesota.

Diversos especialistas alertam que o uso de aparelhos de bronzeamento artificial aumenta o risco de melanoma, a forma mais grave de câncer de pele. Agora, um estudo realizado pela Universidade de Minnesota, nos EUA, envolvendo mais de 2 mil pessoas, mostra que uma pessoa que se submete ao método tem até três vezes mais chance de desenvolver a doença em relação a indivíduos que nunca usaram o aparelho, não importando a idade em que começa a usar os aparelhos.

“Nós descobrimos que não importa o tipo de dispositivo de bronzeamento utilizado, não havia nenhum aparelho seguro. Descobrimos também – e este é um dado novo – que o risco de contrair melanoma está associado mais com o quanto a pessoa se bronzeia do que a idade em que uma pessoa começa a usar o dispositivo de bronzeamento”, explica DeAnn Lazovich, principal pesquisador do estudo. “O risco aumenta com a frequência de uso, independente da idade, sexo ou aparelho”.

Pesquisas anteriores já relacionavam o uso dos aparelhos ao risco maior de desenvolver melanoma. Mas, relacionavam a idade com o risco, indicando que as chances de ter melanoma eram maiores se os indivíduos eram expostos aos raios ultravioletas mais cedo.

O melanoma é um dos tipos de câncer que mais crescem no mundo, embora atinja apenas cerca de 4% de todos os cancros de pele. Em estágios avançados, a doença é difícil de ser tratada e os pacientes não respondem bem à quimioterapia ou radioterapia.

Câmaras de bronzeamento no Brasil

Em novembro de 2009 a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Pública) proibiu o uso dos equipamentos de bronzeamento artificial em clínicas de estéticas.  A resolução partiu de um alerta da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, vinculada a Organização Mundial da Saúde, que listou as prováveis consequências do uso destes aparelhos à pele. Na ocasião, especialistas defenderam que o risco de ter câncer de pele era 75% em pessoas com menos de 30 anos.

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