‘Pilares da Criação’: nova imagem da obra-prima cósmica na nebulosa de Águia é divulgada

‘Pilares da Criação’: nova imagem da obra-prima cósmica na nebulosa de Águia é divulgada

Da redação

19 Janeiro 2012 | 01h06

Crédito: NASA/ESA/STScI/Arizona State University

Há de se convir que as imagens captadas do universo muitas vezes parecem ter sido desenhadas pelas mãos de um experiente artista. Não é estranho, portanto, que ‘Os Pilares da Criação’ – uma das mais fascinantes fotos já exibidas pela Nasa da nebulosa de Águia – desperte sempre um frisson especial nos amantes da astronomia. A primeira imagem, icônica, dessas nuvens cósmicas (onde hidrogênio, plasma e poeria dançam em ritmos quase eternos e em proporções quase inimagináveis para fazer despertar as mais novas estrelas) foi captada em 1995 pelo telescópio Hubble. Pilares semelhantes a dedos, localizadas a aproximadamente 6.500 anos-luz da Terra, apontavam a região onde novas bolas de fogo iriam acender.

Quase 20 anos depois, a mesma região ainda dá o que falar. A agência espacial europeia divulgou uma imagem obtida pelo Observatório Espacial Herschel que mostra um panorama espetacular da região, oferecendo aos astrônomos detalhes de novos pilares e o campo de gás e poeira ao redor. Além de auxiliar na busca por novas estrelas, os dados podem ajudar especialistas a entender melhor a incrível nebulosa localizada na constelação de Serpente. Abrigando um aglomerado de jovens estrelas quentes, a região faz também a alegria de astrônomos amadores, que conseguem identificá-la do quintal de suas casas com telescópios modestos.

A imagem da nebulosa de Águia foi obtida pela combinação de dados de luz infravermelha (a partir dos quais se pode observar o ambiente de gás ultra-frio e poeira) e de raios-x (que mostram as jovens estrelas quentes no centro da nuvem, interagindo como uma escultura dinâmica com os gases). Créditos: ESA/Herschel/PACS/SPIRE/Hill, Motte, HOBYS Key Programme Consortium; X-ray: ESA/XMM-Newton/EPIC/XMM-Newton-SOC/Boulanger

A imagem da nebulosa de Águia foi obtida pela combinação de dados de luz infravermelha (a partir dos quais se pode observar o ambiente de gás ultra-frio e poeira) e de raios-x (que mostram as jovens estrelas quentes no centro da nuvem, interagindo como uma escultura dinâmica com os gases). Créditos: ESA/Herschel/PACS/SPIRE/Hill, Motte, HOBYS Key Programme Consortium; X-ray: ESA/XMM-Newton/EPIC/XMM-Newton-SOC/Boulanger