Prematuros em UTI podem se tornar adultos sensíveis à dor

Estudo analisou atividade cerebral de recém-nascidos que ficaram internados por pelo menos 40 dias em unidades de tratamento intensivos.

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11 Maio 2010 | 12h19

Estudo analisou recém-nascidos prematuros que tinham sido internados por pelo menos 40 dias.

Estudo analisou recém-nascidos prematuros que tinham sido internados por pelo menos 40 dias.

Bebês prematuros que passam por tratamentos dolorosos durante os cuidados intensivos podem se tornar adultos mais sensíveis à dor. Os resultados de uma pesquisa conduzida pela Universidade College London, no Reino Unido, sugerem que o alívio da dor deve ser otimizado em recém-nascidos nestas condições para minimizar os impactos ao longo da vida.

O estudo consistiu na análise de recém-nascidos prematuros que tinham sido internados por pelo menos 40 dias. Os pesquisadores observaram a atividade cerebral, baseados em um encefalograma, durante a rotina clínica de retirar sangue do calcanhar. A resposta do cérebro foi maior do que recém-nascidos saudáveis da mesma idade e submetidos ao mesmo tratamento – mostrando que a sensibilidade era maior no primeiro grupo.

Medições da atividade cerebral foram também realizadas nos dois grupos quando recebiam carinho, ou eram gentilmente tocados no calcanhar. Todos responderam ao toque da mesma forma, indicando que prematuros também se beneficiam destas sensações.

“Nosso estudo mostra que nascer prematuramente e ser submetido a cuidados intensivos afeta o processamento da dor no cérebro infantil”, ressalta Rebeccah Slater, autora principal da pesquisa. “Estas observações podem ser a base das diferenças de sensibilidade à dor relatadas em crianças mais velhas que nasceram prematuramente”.

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