Programa de fitness para o cérebro faz idosos andarem mais rápido

Após a série para a cognição, melhorando memória e concentração, o próximo passo pode ser mesmo correr para a academia.

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11 Agosto 2010 | 00h56

Na era das academias de ginástica, programas de fitness para o cérebro não parecem tão estranhos assim, e já mostram os resultados na memória e na concentração. Agora, um estudo realizado pelo Colégio de Medicina Albert Einstein, da Universidade de Yeshiva, nos EUA, mostra que exercícios computadorizados podem não apenas dar uma turbinada na mente como melhorar a capacidade de andar mais rápido. Após a série para a cognição, o próximo passo pode ser mesmo correr para a academia.

Para chegar aos resultados, publicados no periódico especializado Journal of Gerontology, os pesquisadores recrutaram 20 idosos frágeis (com 70 anos ou mais), sedentários (exercícios uma vez por semana ou menos) e que andavam lentamente (um metro por segundo ou menos).

Dez dos indivíduos participaram de um programa de aptidão três vezes por semana durante oito semanas – com cada sessão de 45 a 60 minutos, durante a qual faziam tarefas que visam aperfeiçoar as habilidades cognitivas como o foco, planejamento, organização e resolução de problemas. Os outros idosos constituíram o grupo de controle.

A equipe observou que os dez idosos submetidos ao programa melhoraram a velocidade ao andar, embora o ganho não tenha sido estatisticamente significativo. O “caminhar falando”, algo que exige uma concentração maior, foi melhorado também nos pacientes que receberam o “intensivinho”.

“Este foi um estudo de pequeno porte, estamos agora nos preparando para fazer um grande ensaio clínico, mas os resultados sugerem que os programas de aptidão do cérebro são uma promessa para ajudar os idosos frágeis a andarem melhor”, diz Joe Verghese, autor do estudo. Caso os resultados sejam comprovados, o programa poderia ser usado para melhorar a qualidade de vida para idosos que têm dificuldades para praticar exercícios e se equilibrar.

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