Proteína fluorescente de coral pode funcionar como marcador biomédico

A proteína fluorescente permite uma infinidade de experiências, incluindo estudo não invasivo de processos dinâmicos dentro de células vivas.

taniager

27 Julho 2010 | 15h35

Fluorescência da região da boca do coral Lobophyllia hemprichii. Crédito: cortesia do National Oceanography Centre (NOC).

Fluorescência da região da boca do coral Lobophyllia hemprichii. Crédito: cortesia do National Oceanography Centre (NOC).

Um artigo publicado hoje pelo Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido relata as conclusões de estudo realizado por cientistas em Southampton, Reino Unido e Ulm e Karlsruhe, Alemanha. O estudo demonstra que uma proteína fluorescente (FP) encontrada em um recife de coral tem excelentes propriedades como marcador de células vivas em microscopia de super-resolução.

Nos últimos anos, biólogos moleculares isolaram um número de proteínas fluorescentes produzidas por uma variedade de animais marinhos e seus genes para criar geneticamente variantes de FPs que emitem uma luz singular.

Jörg Wiedenmann da Universidade de Southampton argumenta que os pigmentos fluorescentes encontrados nos corais possuem estruturas de chumbo inestimáveis para produzir marcadores avançados para a pesquisa biomédica. “Elas permitem uma infinidade de experiências emocionantes, incluindo estudo não invasivo de processos dinâmicos dentro de células vivas”, diz ele.

As proteínas fluorescentes são ativadas quando um determinado comprimento de onda de luz as atinge, fazendo com que elas emitam luz de matiz característico. Uma variante de FP, Iris, tem capacidade de dupla fotoativação.

Uma das capacidades de fotoativação é a fotoconversão irreversível de emissão de verde para vermelho quando ativada por luz violeta. Outra capacidade é a fotocomutação, funciona como uma chave que liga ou desliga as duas emissões de luz (verde e vermelha) quando ativada por luzes de diferentes comprimentos de ondas.

As moléculas de FPs são ligadas às proteínas, de interesse para um estudo, existentes em células vivas para que possam ser usadas em experiências na biologia molecular.   Depois, pequenas regiões da célula são iluminadas com luz de laser, fazendo com que as proteínas marcadoras emitam luz em outro comprimento de onda.

A técnica permite visualizar o processo dinâmico dentro da célula viva com uma resolução espacial nunca antes alcançada pela microscopia com luz convencional.