Proteína ligada a gene supressor pode ser alvo terapêutico de NF2

Proteína pode servir futuramente como alvo terapêutico para problemas como surdez ou catarata, caracterizando a neurofibromatose tipo 2.

root

31 Agosto 2010 | 15h16

Pesquisadores do Johns Hopkins descobriram uma proteína em ratos, importante alvo de um gene que, ao sofrer mutação nos seres humanos, pode causar o desenvolvimento de tumores nos nervos associados à audição e catarata nos olhos.

A proteína YAP, ligada ao gene supressor de tumores NF2 por uma série de sinais químicos, é responsável pela concepção e dimensionamento do crescimento do tecido pela coordenação de controle da proliferação e morte celular. O trabalho, publicado no Development Cell, mostra que a proteína pode servir futuramente como alvo terapêutico em pessoas atingidas por problemas como surdez ou catarata, caracterizando a desordem genética neurofibromatose tipo 2 (NF2).

Há tempos os pesquisadores estudam a via de sinalização conhecida como Hipona, um complexo de proteínas bioquimicamente ligadas que funciona como uma reação em cadeia, em ratos, moscas e até seres humanos. Sua função é manter os órgãos do tamanho adequado, veiculando no momento oportuno a mensagem “pare de crescer”.

Em 2003, a equipe identificou o gene – nomeado Hippo -, cuja cópia anormal levava a ao desenvolvimento exagerado do olho de uma mosca de fruta. Dois anos mais tarde, estudos demonstraram que o gene fica no meio de uma sucessão de sinais, trabalhando em conjunto para limitar a expressão de genes que permitiram a sobrevivência de células. Em 2007, finalmente, os pesquisadores mostraram que é possível fazer um órgão crescer até cinco vezes o seu tamanho normal (evoluindo para um câncer), após a manipulação genética desta via no fígado de um rato.

As novas experiências revelam não apenas o mecanismo de um gene da doença conhecida como neurofibromatose. Elas ajudam os pesquisadores a compreenderem melhor a chave de controle para o tamanho de todos os órgãos do corpo.

Veja também:

O que faz suas duas mãos pararem de crescer em um certo momento?
Sinal similar à insulina pode ajudar a prolongar sobrevivência de células-tronco no cérebro
IGF pode auxiliar na luta contra a atrofia muscular e o câncer
Anões brasileiros são prova: hormônio de crescimento não prolonga vida
Cientistas identificam variantes associadas ao envelhecimento biológico