NOVIDADE: Psicóloga Regiane Canoso estreia coluna quinzenal no Ciência Diária

Regiane Canoso começa a escrever quinzenalmente a partir de hoje sobre assuntos que levam a uma compreensão mais profunda de nossa mente e de nossas relações com o mundo.

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07 Junho 2010 | 11h49

"Marcha dos Pinguins" tem todos os elementos de um grande drama: amor, vida e morte.

Olá, sou Regiane Lima Canoso Lopes, psicóloga, especialista em psicologia junguiana e psicologia hospitalar. Atualmente trabalho em escola de educação especial e consultório. A partir de hoje, vou começar uma coluna no Ciência Diária com o intuito de levar ao leitor uma compreensão maior de assuntos relacionados à psicologia, enfatizando diversos temas.

Como pontapé inicial, falarei sobre a escolha que envolve o homem e a mulher, no seu papel de masculino e feminino, tomando como base o filme e documentário francês “A Marcha dos Pinguins”, do cineasta Luc Jacquet. Acredito que o tema seja importante em termos de relação humana, considerando o contexto em que vivemos.

O filme retrata a história da perpetuação da espécie dos pinguins imperadores. É a mais bela história que a natureza criou, uma jornada pela preservação da espécie. Luc Jacquet percebeu que a marcha de reprodução destes animais tinha todos os elementos de um grande drama: amor, vida e morte. Recomendo que assistam ao vídeo para um melhor entendimento, lembrando sempre que o mesmo nos remete a um aprendizado – uma verdadeira lição de vida.

Bom, para este primeiro encontro vou começar a falar da escolha de cada um, cada um dos parceiros envolvidos no relacionamento. O masculino precisa do feminino para garantir a própria existência; um princípio não pode existir sem o outro. Quando estas polaridades se completam, ganham mais significados como totalidade.

Como nunca fizeram antes, homens e mulheres estão buscando compreender a si mesmos, os seus papéis relacionados aos sexos, seus relacionamentos e a escolha de parceiros que o homem e a mulher fazem nos seus relacionamentos.  Diante disso, pode-se dizer que assuntos relativos ao homem e a mulher, a natureza do masculino e do feminino, sempre nos remetem a uma análise da alma humana.

Masculinidade e feminilidade, ao longo dos tempos, foram definidas a partir de modelos culturais que exigiam a exacerbação de alguns aspectos e a negação de outros, com isso:

– o homem e a mulher encarceraram-se dentro desses recortes e passaram a funcionar como seres pela metade, que desconhecem a sua outra parte perdida.

– a harmonia está oculta em cada ser humano, pronta a se revelar a cada momento que se consegue fazer o casamento interno (o hermafrodita é o símbolo dessa harmonia. Há as duas polaridades, a masculina e a feminina, mas estão unidas num só corpo. Estão em oposição e ao mesmo tempo representam uma unidade. O masculino precisa do feminino e o feminino precisa do masculino para garantir a própria existência. Um princípio não pode existir sem o outro). 

A partir do que foi enunciado, vemos que uma das formas mais básicas de se vivenciar o conflito universal dos opostos no indivíduo e no encontro com os outros indivíduos é por meio da polarização masculino-feminino. Podemos dizer que ele assume o primeiro lugar entre os problemas psicológicos.

No que diz respeito à realidade diária ela é vivenciada por meio de dualidade e conflito: consciente-inconsciente, luz-sombra, espírito-natureza, positivo-negativo e, neste caso, masculino-feminino.

Enfatizando essa dualidade masculino e feminino conclui-se que todo indivíduo é uma combinação de polaridades masculinas e femininas podendo homens e mulheres desempenharem funções iguais, mas, muitas vezes os componentes masculinos e femininos existentes dentro de cada indivíduo passam despercebidos, por serem diferente do que a consciência conhece a respeito de cada um, e essa é a incansável  busca para cada individuo se tornar um ser completo.

Sanford, em seu livro “Os Parceiros Invisíveis” citando Hyemeyohsts Storn, diz que “dentro de todo homem existe o reflexo de uma mulher, e dentro de cada mulher há o reflexo de um homem”.

Entraremos nesta questão ainda na próxima coluna, quando falarei como se dá o relacionamento entre o masculino e feminino.

Regiane Canoso é psicóloga e estreia sua coluna quinzenal no Ciência Diária a partir de hoje.

Regiane L. C. Lopes é psicóloga, especializada em psicologia junguiana e psicologia hospitalar. Assina esta coluna quinzenalmente. Caso tenha sugestões, críticas ou perguntas, mande um e-mail para

rcanoso@cienciadiaria.com.br.