Neuromarketing usa ressonância para "ler" desejos do consumidor

Recursos da neurociência moderna serão usados no futuro para interpretar abstatramente a tomada de decisão de um cliente.

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04 Março 2010 | 22h40

Neuromarketing pretende interpretar emoções por meio de recursos da neurociência.

Neuromarketing pretende interpretar emoções por meio de recursos da neurociência.

Já ouviu falar de neuromarketing? Uma análise de dois pesquisadores da Universidade de Duke e da Universidade de Emory, nos EUA, mostra que no futuro não muito distante, apelos de um produto serão testados antes de chegarem ao mercado por meio de testes elaborados por este novo campo do conhecimento.

O chamado “neuromarketing” usará recursos da neurociência moderna (como a ressonância magnética) para, de alguma maneira, interpretar abstratamente a tomada de decisão de um cliente.

Embora isso possa desencadear certo receio – seriam os donos do mercado capazes de ler a nossa mente? -, o neuromarketing pode ser uma maneira acessível de reunir informações que anteriormente eram inalcançáveis, sabendo o que nem mesmo os consumidores saberiam conscientemente. É o ponto de vista de Dan Ariely, professor de psicologia e economia comportamental da Universidade de Duke.


Em um artigo publicado na Nature Reviews Neuroscience, Ariely e Gregory S. Berns, da Universidade de Emory, oferecem dicas de como marketeiros podem usar as ferramentas de forma ética, e precauções necessárias na “interpretação” da mente.

O neuromarketing é um novo campo que une marketing e ciência, estudando a essência do comportamento humano – em especial do consumidor – para uma compreensão maior da lógica do consumo. Para os estudos, pesquisadores utilizam recursos da neurociência, como a ressonância magnética funcional (que dá uma ideia de quais áreas do cérebro são ativadas durante uma determinada situação).

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