Sem dor: lágrimas poderão servir de amostra para medir glicose

Dispositivo que está sendo elaborado por pesquisadores do Arizona promete acabar com as desagradáveis picadas no dedo.

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15 Março 2011 | 20h28

Pessoas com diabetes poderão ser ajudadas por um novo tipo de sensor para o “automonitoramento” de glicose no sangue, que está sendo desenvolvido por engenheiros da Universidade Estadual do Arizona e médicos da Clínica Mayo, também nos EUA. A doença, uma das principais causas de morte no país e em todo mundo, também contribui para um risco maior de doenças cardíacas, cegueira, insuficiência renal, amputações dos membros inferiores e outras condições crônicas.

Muitos diabéticos têm dificuldades em controlar os níveis de glicose no sangue. Médicos recomendam que os pacientes com esta condição monitorem em casa, mas os dispositivos de controle atuais geralmente exigem que a pessoa fure o dedo para colher uma amostra de sangue para teste – muitas vezes, várias vezes ao dia.

O novo sensor, contudo, permitirá que estas pessoas saibam o nível de glicose do sangue a partir do fluído lacrimal dos olhos. De acordo com os pesquisadores, a precisão dos resultados seria até maior do que os testes que utilizam sangue. “O problema com as atuais tecnologias de automonitoramento de glicose no sangue não é tanto o sensor”, explica o bioengenheiro Jeffrey T. La Belle, responsável pela equipe de estudo da Mayo. “É a dolorosa picada no dedo, que faz com que as pessoas relutem em realizar o teste”. Assim, a nova tecnologia pode encorajar pacientes a controlarem melhor o diabetes.

O principal desafio dos pesquisadores agora é fazer com que este exame, rápido, eficiente e com resultados reprodutíveis, não permita que a amostra (a lágrima) evapore, nem estimular uma resposta ao estresse que levaria os pacientes a esfregar os olhos intensamente.