Sem feedback: trabalho associa uso de Viagra e perda de audição

Análise de 11 mil homens indica risco duas vezes maior de perda auditiva em quem usa medicamentos contra disfunção erétil.

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18 Maio 2010 | 13h45

Análise de mais de 11 mil homens indica risco duas vezes maior de perda auditiva em individuos que usam medicamentos contra disfunção erétil regularmente.

Análise de mais de 11 mil homens indica risco duas vezes maior de perda auditiva em individuos que usam medicamentos contra disfunção erétil regularmente.

Uma pesquisa realizada pela Universidade do Alabama em Birmingham, nos EUA, mostra uma associação entre a perda de audição e o uso do medicamento contra a disfunção erétil Viagra. O trabalho, publicado nos Archives of Otolaryngology-Head and Neck Surgery indica que drogas similares, como o Coalis e o Levitra, podem ocasionar o mesmo problema em longo prazo, embora os resultados sobre elas não sejam conclusivos.

“Ainda existem limitações a este estudo; é prudente que os pacientes que usam estes medicamentos sejam avisados sobre os sinais e sintomas de deficiência auditiva e encorajados a procurar ajuda médica imediata para prevenir danos permanentes”, diz Gerald McGwin, autor do estudo.   

Embora em 2007 a agência Food and Drug Administration (órgão governamental que controla alimentos e remédios nos EUA) tenha determinado a mudança nos rótulos destes medicamentos, tornando mais visível as informações sobre o risco de problemas de audição, este é o primeiro estudo epidemiológico que avalia a relação entre drogas PDE-5i (inibidores de fosfodiesterase-5) e a perda auditiva.

Uma análise de mais de 11 mil homens com mais de 40 anos que usaram os medicamentos entre 2003 e 2006 indicou um risco duas vezes maior de perda auditiva, em relação a indivíduos que não tinham usado o medicamento.

Como drogas PDE-5i foram originalmente criadas para tratar hipertensão pulmonar, sendo posteriormente utilizadas no tratamento da disfunção erétil, é possível que a explicação esteja no fluxo sanguíneo. “Há a hipótese de que eles podem ter um efeito semelhante sobre os tecidos similares na orelha, onde o aumento de fluxo sanguíneo pode potencialmente causar danos, levando à perda da audição”, explica McGwin.

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