Suplementos de óleo de peixe podem reduzir em até 32% risco de câncer

Consumo regular de suplementos com altos níveis de ácidos graxos ômega-3, EPA e DHA pode atuar contra o câncer de mama ductal invasivo.

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08 Julho 2010 | 10h14

Consumo regular de suplementos que contenham altos níveis de ácidos graxos ômega-3, EPA e DHA pode auxiliar especificamente na proteção contra o câncer de mama ductal invasivo.

Consumo regular de suplementos que contenham altos níveis de ácidos graxos ômega-3, EPA e DHA pode auxiliar especificamente na proteção contra o câncer de mama ductal invasivo.

Um relatório publicado recentemente na jornal da Associação Americana para pesquisa em Câncer, Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, dá mais evidências de que suplementos de óleo de peixe podem proteger contra várias doenças. Além de diminuir as chances de problemas cardíacos, os pesquisadores mostram uma redução de até 32% no risco de mulheres desenvolverem o câncer de mama.

Um trabalho realizado pelo Cancer Research Center em Seattle, nos EUA, envolvendo mais de 35 mil mulheres na pós-menopausa sem histórico de câncer, mostra que o consumo regular de suplementos que contenham altos níveis de ácidos graxos ômega-3, EPA e DHA pode auxiliar especificamente na proteção contra o câncer de mama ductal invasivo – o tipo mais comum da doença.

Até então, nenhum estudo conseguiu mostrar de forma consistente que o consumo regular de peixes com ômega-3 teriam tanto impacto na proteção contra o câncer.“Pode ser que a quantidade de ácidos graxos ômega-3 no suplemento de óleo de peixe seja maior do que a maioria das pessoas normalmente consome em sua alimentação”, explica Emily White, que liderou a equipe.

Contudo, os pesquisadores alertam que novos estudos precisam ser realizados para confirmar a evidência. Por este motivo, uma equipe da Universidade de Harvard já está recrutando pacientes randomizados para testar o consumo de vitamina D e ômega-3 Trial no câncer, doenças cardíacas e derrames. A ideia é inscrever 20 mil homens com 60 anos ou mais e mulheres com idade entre 65 anos ou mais que não tenham histórico destas doenças e nunca tenham tomado suplementos.

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