Tagarelice torna as mulheres melhores para a Aritmética

Tagarelice torna as mulheres melhores para a Aritmética

Gabriel Pinheiro

24 Fevereiro 2012 | 16h21

Meninos, em geral, podem até ter uma facilidade maior para a Matemática. Mas, ao que tudo indica, meninas são melhores em Aritmética. De acordo com um estudo publicado no periódico científico especializado Psychological Science, isso ocorre porque elas são mais articuladas para falar. Em outras palavras, a habilidade que elas possuem de ‘encontrar palavras rapidamente’ facilita a solução de operações numéricas.

Para chegar a essas conclusões, pesquisadores das universidades de Pequim, na China, e da Califórnia em Irvine, nos EUA, realizaram uma série de testes com crianças chinesas entre oito e 11 anos, de 12 diferentes escolas. Em geral, as meninas superaram os meninos nos exercícios de adição, subtração e multiplicação. Elas também apresentaram resultados melhores em problemas que exigiam comparações e complemento de sequências numéricas, bem como a localização de palavras que rimassem mais. Os meninos, por outro lado, se saíram melhor em provas que exigiam noções espaciais – como a mentalização de imagens tridimensionais em rotação.

Para o pesquisador Xinlin Zhou, isso não é surpreendente: a aritmética é processada verbalmente na maioria das vezes que lidamos com os números (contamos e memorizamos a tabuada verbalmente e também intermediamos os resultados com palavras ao realizar cálculos). Se o vocabulário e o domínio da fala forem maiores, mais fácil ficará processar de forma eficiente os números.  Ou seja: para que o domínio geral fosse compartilhado por ambos os sexos, eles deveriam aprender com a tagarelice delas e elas, em contrapartida, deveriam exercitar mais suas habilidades espaciais.


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