ESO revela paisagem extraordinária da constelação de Monoceros

Nova imagem obtida pelo telescópio VISTA da ESA revela uma paisagem extraordinária da constelação de Monoceros (Unicórnio):

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06 Outubro 2010 | 14h37

Imagem em infravermelho obtido do berçário de Monoceros. Crédito: ESO.

Imagem em infravermelho obtido do berçário de Monoceros. Crédito: ESO.

Uma nova imagem obtida pelo telescópio VISTA da Agência Espacial Europeia revela uma paisagem extraordinária da constelação de Monoceros (Unicórnio): gases, nuvens escuras e jovens estrelas. A região, que é conhecida como um berçário estelar, está inserida dentro de uma gigante nuvem escura, sendo quase totalmente obscurecida pela poeira interestelar vista em luz visível. Contudo, aparece de forma impressionante no infravermelho.

O berçário estelar ativo está localizado a uma distância de cerca de 2.700 anos-luz da Terra. Em luz visível, um agrupamento de estrelas massivas quente cria a coleção de nebulosas de reflexão, em que a luz da estrela azulada é dispersada a partir das camadas mais externas da nuvem. Contudo, as recém-nascidas permanecem ocultas, já que a poeira absorve a luz ultravioleta.

As imagens obtidas pelo telescópio de rastreio da ESO, ao norte do Chile, revelam detalhes impressionantes das dobras, voltas e filamentos esculpidos na matéria interestelar carregada pelos ventos de partículas e radiação emitidos pelas estrelas quentes jovens.

“A primeira vez que vi esta imagem fiquei surpreendido por ser possível observar tão claramente todas as correntes de poeira em torno do enxame Monoceros R2, assim como os jatos provenientes de objetos jovens, profundamente embebidos na poeira”, diz Jim Emerson, do Queen Mary, Universidade de Londres e líder do consórcio VISTA.

A nova imagem foi criada por meio de várias exposições obtidas em três diferentes regiões do espectro. Em nuvens moleculares como a Monocero R2, baixas temperaturas e densidades altas permitem que moléculas sejam formadas – como o hidrogênio, que em certas condições emite intensamente no infravermelho próximo. Muitas das estruturas vermelhas e rosas que aparecem na imagem se devem provavelmente ao brilho do hidrogênio emitido pelas jovens estrelas.

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