Defesa terrestre: telescópio Pan-STARRS já está em ação

PS1 irá mapear grandes áreas do céu à noite para identificar supernovas, objetos e, principalmente: asteroides que ameaçam a Terra.

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17 Junho 2010 | 11h59

O telescópio Pan-STARRS está localizado no topo do vulcão dormente Haleakala, no Havaí. Crédito: Rob Ratkowski - CfA.

O telescópio Pan-STARRS está localizado no topo do vulcão dormente Haleakala, no Havaí. Crédito: Rob Ratkowski - CfA.

Mais um sistema de defesa da Terra: astrônomos anunciaram que o telescópio Pan-STARRS (Panoramic Survey Telescope & Rapid Response System), no Havaí, já está em ação, procurando asteroides e cometas que podem eventualmente causar estragos no nosso planeta. O PS1, como é chamado, irá mapear grandes porções do céu à noite, podendo indicar não apenas a presença de ameaças, como supernovas e outros objetos. 

“O Pan-STARRS é uma máquina para todos os fins”, diz Edo Berger, astrônomo do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. A engenhoca deve mapear um sexto do céu todos os meses e indicar muitos objetos em movimento do Sistema Solar. As observações constantes de seguimento permitirão aos astrônomos acompanhar estes objetos e calcular suas órbitas, sinalizando situações potencialmente perigosas. Mas não é só isso. 

Asteroides que cruzam a órbita da Terra, como o mostrado na concepção artística, ameaçam nosso planeta. O observatório Pan-STARRS pode funcionar como uma primeira linha de defesa, mapeando áreas enormes do céu todas as noites à procura de objetos em movimento. Crédito: David A. Aguilar.

Asteroides que cruzam a órbita da Terra, como o mostrado na concepção artística, ameaçam nosso planeta. O observatório Pan-STARRS pode funcionar como uma primeira linha de defesa, mapeando áreas enormes do céu todas as noites à procura de objetos em movimento. Crédito: David A. Aguilar.

“O PS1 vai descobrir uma variedade sem precedentes de planetas centauros (planetas menores, entre Júpiter e Netuno), objetos transnetunianos e cometas”, ressalta Matthew Holman, também astrônomo do Smithsoninan. “O sistema tem a capacidade de detectar corpos do tamanho de planetas for da borda do nosso sistema solar”. 

O telescópio tem a maior câmera digital do mundo, com 1400 megapixel, permitindo fotografar uma área do céu tão grande quanto 36 Luas cheias em uma única exposição. A máquina é capaz de registrar uma imagem a cada 30 segundos. Cada imagem, se impressa como foto de 300 dpi, cobriria metade de um campo de basquete.

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