Planck revela imagens supreendentes da nebulosa de Órion e Via Láctea

Telescópio em órbita, lançado em 2009, mostra objetos como nunca foram vistos antes, revelando gás e poeira entre as estrelas.

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26 Abril 2010 | 20h25

Parte da constelação de Órion vista em detalhes pelas imagens captadas pelo satélite Planck. ESA / HFI and LFI Consortia.

Parte da constelação de Órion vista em detalhes pelas imagens captadas pelo satélite Planck. ESA / HFI and LFI Consortia.

Novas imagens da Nebulosa de Órion, Via Láctea e aglomerado de estrelas Seven Sisters foram publicadas pelo Observatório Espacial Planck. O telescópio em órbita, lançado em 2009 pela Agência Espacial Europeia, mostra os objetos como eles nunca foram vistos antes, revelando gás e poeira entre as estrelas.

À luz visível, a maioria das estrelas recém-nascidas na Via Láctea são escondidas pelas nuvens de partículas, com poeiras minúsculas dispersas entre as estrelas. Mas, quando observadas em comprimento de onda, a imagem pode ser bem diferente.

No lugar de uma mortalha escura, a poeira se transforma em algo brilhante – revelando aspectos da nossa galáxia que até então eram desconhecidos. “O poder do Planck é a combinação de instrumentos de alta e baixa frequências, que permitem pela primeira vez separar os três primeiros planos”, explica Richard Davis, do centro de astrofísica da Universidade de Manchester, cuja equipe de pesquisadores contribui com o equipamento usado para gerar as imagens.


Nebulosa de Órion

A nebulosa de Órion, conhecida entre os astrônomos como M42 ou NGC 1976, é uma nebulosa difusa que se encontra a 1500 anos-luz do Sistema Solar, na constelação de mesmo nome. É um dos objetos mais estudados por revelar processos a partir dos quais estrelas e sistemas planetários são formados: dentro da nebulosa, estrelas estão nascendo constantemente. Por ter muita poeira estelar e gases, sugere a existência de água pela formação de hidrogênio e oxigênio.

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