"Marca-passo do cérebro" pode ser criado em alguns anos

Uma equipe internacional tenta desenvolver um chip que estimula determinadas regiões do cérebro.

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28 Junho 2010 | 17h56

Como o marcapasso que controla os baticamentos cardíacos, chip implantado debaixo da pele estimularia regiões específicas do cérebro. Crédito: Tel Aviv University.

Como o marca-passo que controla os baticamentos cardíacos, chip implantado debaixo da pele estimularia regiões específicas do cérebro. Crédito: Tel Aviv University.

Uma equipe internacional tenta desenvolver um chip que estimula determinadas regiões do cérebro. Caso seja bem sucedido, o modelo poderá beneficiar pacientes com depressão, mal de Parkinson e outras doenças que comprometem o funcionamento do sistema nervoso central.

A ideia é simples: usar minúsculos eletrodos implantados em áreas lesadas do cérebro para registrar sua atividade. Baseados na análise desta atividade, os pesquisadores desenvolvem algoritmos para simular a atividade neural saudável que é programada dentro do circuito integrado, enviando as “informações corretas” de volta.

Chamado de Nanochip de Reabilitação (ReNaChip), o chip poderia funcionar como o marca-passo de coração no cérebro. Até agora, os pesquisadores estão conduzindo experiências em modelos animais para ver ser conseguem estimular o sistema de forma precisa e apenas quando necessário.


Mais do que estimular cérebros que sofrem processos degenerativos, a técnica poderia ajudar pacientes que perderam funções neuronais no cérebro – reabilitando pessoas que tiveram um acidente vascular cerebral, por exemplo. “Estamos anexando o chip no cérebro para estimular comportamentos cerebrais relativamente simples”, explica Matti Mintz, do Departamento de Psicologia da Universidade de Tel Aviv. De acordo com o pesquisador, o método poderia se tornar realidade em alguns anos.

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