Tratamento de gamaglobulina pode conter avanço do Alzheimer

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego, dão início à fase III de ensaios clínicos para um novo tratamento contra a doença.

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10 Maio 2010 | 20h36

Mais de 35 milhões de pessoas sofrem de demência e doença de Alzheimer no mundo.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego, dão início à fase III de ensaios clínicos para um novo tratamento contra o Alzheimer. Os pesquisadores utilizam imunoglobulina intravenosa, também conhecida como gamaglobulina, para tentar conter os avanços da doença em pacientes.

A imunoglubulina intravenosa é usada no tratamento de distúrbios de imunodeficiência primária há duas décadas, embora não seja aprovada para o tratamento do mal de Alzheimer, umas das principais formas de demência no mundo.

“A pesquisa inicial em modelos experimentais e pacientes sugere que a imunoglobulina intravenosa, que contém anticorpos antiproteínas amiloides, vai defender o cérebro em pacientes com Alzheimer, contra os danos do beta amilóide”, diz Michael Rafii, professor assistente de neurociência da universidade. “Se defender, administrar a imunoglobulina intravenosa em pacientes com Alzheimer leve a moderado pode potencialmente reduzir a taxa de progressão da doença”.

O acúmulo de placas de proteínas beta-amiloides no cérebro é uma das principais características do Alzheimer. Sem saber se os depósitos protéicos são a causa ou um resultado da doença, os pesquisadores têm focado a atenção na diminuição dos efeitos tóxicos sobre as células cerebrais.

O estudo duplo-cego (ou seja, com pacientes que recebem o tratamento e outros que recebem um placebo, atuando como grupo de controle) tem duração de 82 semanas. Pesquisas anteriores mostraram melhoras no quadro. Nesta fase da pesquisa, a equipe pretende avaliar a segurança e a eficácia do tratamento para neutralizar ou eliminar as formas tóxicas das placas beta-amiloides.

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