Uso prolongado de aspirina pode aumentar risco de doença de Crohn

Embora tenha sido associada a um risco maior para a doença de Crohn, pesquisadores insistem nos benefícios que o medicamento traz também.

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10 Maio 2010 | 21h40

Embora tenha sido associada a um risco maior para a doença de Crohn, pesquisadores insistem nos benefícios que medicamento traz também.

Embora tenha sido associada a um risco maior para a doença de Crohn, pesquisadores insistem nos benefícios que medicamento traz também.

Pessoas que usam aspirina regularmente parecem ter uma tendência cinco vezes maior de desenvolver a doença de Crohn, segundo pesquisadores da Universidade East Anglia, no Reino Unido.

A doença de Crohn é caracterizada por uma inflamação e inchaço de partes do sistema digestivo, ocasionando sintomas debilitantes que pedem tratamento para o resto da vida – aumentando inclusive o risco de câncer de intestino.

Embora não se saiba o que desencadeia a doença, considerada por muitos especialistas como uma doença autoimune, a aspirina pode ter um efeito nocivo em pessoas acometidas pelo problema.

Os pesquisadores analisaram 200 mil pessoas com idade entre 30 e 74 anos, envolvendo voluntários do Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Alemanha e Itália entre 1993 e 1997.

A pesquisa mostra também que a aspirina não aumentou as chances de desenvolver a colite ulcerosa – uma condição semelhante à doença de Crohn.

“A aspirina tem muitos efeitos benéficos, inclusive ajudando a prevenir ataques cardíacos e derrames”, diz Andrew Hart, responsável pela pesquisa. “Sugiro que usuários de aspirina continuem a tomar este medicamento, uma vez que o risco de usuários de aspirina que desenvolverem a doença de Chron é muito baixo – apenas um em cada 2 mil usuários, e a associação não está definitivamente provada”.

Outros trabalhos serão realizados em populações diferentes para verificar se a correlação é verdadeira, ou se o uso de aspirina já não seria um marcador de outro fator de risco, a causa real da doença de Crohn.

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