Vacina contra o mal de Alzheimer avança para segunda fase de testes clínicos

Pesquisas anteriores mostraram que a vacina é segura. Agora, os pesquisadores desejam avaliar sua eficácia sobre placas beta-amiloides, que comprometem o cérebro da pessoa com a doença.

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23 Abril 2010 | 21h26

Testes realizados no ano passado comprovaram que vacina é segura. Pesquisadores agora querem saber se ela pode ser mesmo eficaz para prevenir o aparecimento e evolução da doença.

Testes realizados no ano passado comprovaram que vacina é segura. Pesquisadores agora querem saber se ela pode ser mesmo eficaz para prevenir o aparecimento e evolução da doença.

Uma vacina desenvolvida pela empresa AFFIRiS contra o mal de Alzheimer, o tipo mais comum de demência no mundo, está na segunda fase de testes clínicos e pode ter eficácia comprovada até 2012. O estágio da pesquisa avança após cinco meses de finalização da fase I, que envolveu estudos de doses e vias de administração.

A vacina AD02, desenvolvida pela empresa AFFIRiS AG, será testada na Áustria, Alemanha, França, República Tcheca, Eslováqui e Croácia, envolvendo 420 pacientes.

Pesquisas anteriores mostraram que a vacina é segura. Agora, os pesquisadores desejam avaliar sua eficácia. Ela estimula o organismo a produzir anticorpos contras proteínas beta-amiloides, que formam as placas senis no cérebro e causam a morte de células cerebrais.

A vacina poderia reduzir consideravelmente o risco de uma pessoa desenvolver a doença, além de ser terapêutica, ou seja, ter o poder de auxiliar pacientes que já sofrem de Alzheimer.  

A doença degenerativa que geralmente afeta pessoas com mais de 65 anos de idade atinge mais de 30 milhões de pessoas no mundo atualmente. Entre os sintomas mais comuns estão a perda de memória, confusão, agressividade, alterações de humor e falhas cognitivas. Em estágios avançados a doença compromete as funções motoras, levando à morte.

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