Terapia com vitamina D pode atuar como uma quimioterapia natural

A diminuição da atividade da proteína MARRS, receptor para a sinalização da vitamina D, faz com que a célula cancerosa se torne hipersensível.

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29 Abril 2010 | 17h52

Diminuição da atividade de uma proteína chamada MARRS, um receptor para a sinalização da vitamina D, faz com que a célula cancerosa se torne hipersensível ao nutriente, tornando-se mais frágil.

Diminuição da atividade de uma proteína chamada MARRS, um receptor para a sinalização da vitamina D, faz com que a célula cancerosa se torne hipersensível ao nutriente, tornando-se mais frágil.

Especialistas já sabem que a vitamina D tem um efeito protetor contra diversos tipos de câncer. Graças a um trabalho desenvolvido pela Universidade de Guelph, no Canadá, a ação anticancerígena pôde ser mais bem compreendida e médicos poderão dar passos além no desenvolvimento de uma “quimioterapia natural”.

A diminuição da atividade de uma proteína chamada MARRS, um receptor para a sinalização da vitamina D, faz com que a célula cancerosa se torne hipersensível ao nutriente, tornando-se mais frágil. A manipulação destes níveis pode modificar a forma como as células de tumor se dividem, tornando-as alvos fáceis para tratamentos.

“Parece que a diminuição do MARRS traz benefícios terapêuticos no câncer de mama quando usamos vitamina D”, explica Kelly Meckling, envolvida no trabalho. “Tumores com queda da MARRS realmente crescem mais rápido do que os tumores que têm índices normais. Mas, quando você entra com a terapia de vitamina D como agente antitumoral, as células tumorais morrem muito, muito rapidamente”.

A vitamina D, um nutriente essencial para a saúde dos ossos, também está associada a uma proteção maior contra a esclerose múltipla.  A pesquisa atual mostra que a MARRS realmente desempenha um papel fundamental na determinação do destino  das células, podendo ser usada como uma terapia não somente para o câncer, mas como em doenças como o Alzheimer, Parkinson e psoríase.