Vitamina D pode prevenir e até mesmo atuar contra o Parkinson

Baixos níveis do nutriente no organismo poderiam ajudar médicos a prever se paciente irá desenvolver a desordem de movimento no futuro.

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13 Julho 2010 | 16h37

Peixes mais gordurosos como o salmão são boas fontes de vitamina D. Crédito: Creative Commons.

Peixes mais gordurosos como o salmão são boas fontes de vitamina D. Crédito: Creative Commons.

A vitamina D pode proteger contra o mal de Parkinson. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Emory, nos EUA, mostra que baixos níveis do nutriente no organismo poderiam ajudar médicos a prever se um paciente irá desenvolver a desordem de movimento no futuro.

Os resultados, publicados na edição de julho do Archives of Neurology, se basearam na análise de amostras colhidas entre 1978 e 1980 de 3 mil pessoas pelo Instituto Nacional para a Saúde e Bem estar na Finlândia. Pessoas com níveis baixos de vitamina D tinham três vezes mais chance de desenvolver o Parkinson.

Embora estudos anteriores já tenham demonstrado uma relação entre os níveis de vitamina D e a doença, nenhuma pesquisa conseguiu identificar profundamente os processos de causa e efeito. Sabe-se, no entanto, que o nutriente é capaz de proteger contra a perda de neurônios em pessoas com Parkinson, uma vez que a doença afeta as células nervosas em várias regiões do cérebro – particularmente as que usam o mensageiro químico dopamina para controlar os movimentos.

Parkinson e vitamina D

Além dos níveis de vitamina D, fatores genéticos e ambientais – como a exposição a pesticidas – também estão associados a um maior risco para a doença. Há décadas, os cientistas já sabem que a vitamina D promove a absorção de cálcio e formação óssea e o resultado de novas pesquisas mostra uma relação forte com o desenvolvimento do sistema imunológico e nervoso.

O corpo absorve a vitamina D ao ser exposto à luz solar ou pela ingestão de alimentos e suplementos. Por este motivo, a população da Finlândia se torna um interessante alvo de pesquisa: como está em latitude mais alta, tende a receber menos radiação do Sol.

Agora, uma equipe de Emory está conduzindo um ensaio clínico piloto que analisa os efeitos da suplementação de vitamina D em pacientes com doença de Parkinson e que apresentam baixos níveis do nutriente no corpo.

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