Bomba atômica espacial

Bomba atômica espacial

Herton Escobar

08 Novembro 2013 | 20h49

Quanto tempo você achou que iria demorar para os cientistas desvendarem o que aconteceu, exatamente, com o meteoro que explodiu sobre os céus de Chelyabinsk, no interior de Rússia, no início deste ano? Se apostou em 9 meses, acertou!

As revistas Nature e Science desta semana trazem artigos científicos que descrevem o que se passou no céu de Chelyabinsk em 15 de fevereiro de 2013, segundo as investigações de três grupos independentes de pesquisa (um deles formado por quase 60 cientistas de 9 países, para se ter uma ideia da complexidade do trabalho).

Surpreendentemente, os resultados das análises não são muito diferentes do que se havia estimado inicialmente, logo após o evento: o asteroide tinha aproximadamente 20 metros de diâmetro e explodiu a uma altitude de 30 km a 45 km, viajando a 19 km por segundo e liberando uma energia equivalente à de 500 mil toneladas de TNT (ou cerca de 25 bombas atômicas de Hiroshima).

Mais do que apenas calcular esses números, porém, os pesquisadores fizeram uma reconstrução detalhada da trajetória e do processo de fragmentação do asteroide (que quando entra na atmosfera da Terra passa a ser chamado de meteoro, e quando cai na superfície passa a ser chamado de meteorito). E o mais curioso nessa história é como eles fizeram isso: com base, em grande parte, nas centenas de vídeos que foram feitos do evento e postados na internet, via Youtube, Facebook e outras mídias sociais (como relata esse vídeo produzido pela Nature: http://youtu.be/IPH9OUNUalA).

Para ler a reportagem original sobre o meteoro de Chelyabinsk, clique aqui: http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar?s=chelyabinsk

FOTO: Um dos muitos fragmentos (meteoritos) recuperados do meteoro de Chelyabinsk. Crédito: Science/AAAS