Risco de pegar zika nas Olimpíadas é menor que o de estupro, diz professor da USP

Risco de pegar zika nas Olimpíadas é menor que o de estupro, diz professor da USP

Herton Escobar

10 Junho 2016 | 10h01

O risco de uma mulher ser infectada pelo vírus da zika durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro é 15 vezes menor do que o de ser estuprada. No caso dos homens, o risco é menor do que o de ser morto por um tiro.

Os cálculos são do Prof. Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, um dos pesquisadores brasileiros que questionaram, recentemente, uma recomendação internacional de que as Olimpíadas do Rio fossem adiadas por causa do vírus da zika.

“Se as pessoas decidirem não vir para o Rio, têm outras razões para não vir”, diz o professor, nesse vídeo divulgado pelo Núcleo de Divulgação Científica da universidade (abaixo). Dentre os 500 mil turistas que são esperados para os jogos, ele estima que 15 pessoas serão infectadas pelo vírus da zika, das quais apenas 3 terão alguma manifestação clínica da doença. O resto “pegou e nem ficou sabendo”, diz ele.

O pesquisador defende, porém, que mulheres grávidas evitem a viagem: “Grávida não é para vir, ponto.”


Um trabalho científico sobre o tema foi publicado por Massad e colaboradores no fim de abril, na revista BMC Infectious Diseases.

Aedes aegypti, o mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya.

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