Biodiversidade mapeada via Google Maps

Estadão

02 Dezembro 2010 | 22h15

Por Gustavo Bonfiglioli – Especial para o Planeta

O Biomapas é um projeto online de mapeamento interativo da biodiversidade brasileira pelo Google Maps, parceria da Petrobrás com o Google. Na sexta-feira, será inaugurada a segunda etapa do site, que inclui um mapa da fauna marinha na costa brasileira, com 16 espécies de golfinhos, baleias, botos e tartarugas, distribuídas em 100 pontos que marcam expedições marinhas onde as espécies foram identificadas. Os marcadores linkam a fotos, vídeos e textos explicativos.

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Com proposta educativa, o Biomapas foi ideia do Centro de Pesquisa da Petrobrás, que procurava uma maneira de aproveitar a base de dados resultante das expedições florestais e marinhas realizadas pela companhia para monitoramento ambiental.


“O Google nos procurou perguntando se havia algo que poderia render uma parceria. O Centro de Pesquisa avaliou que seria uma boa oportunidade para aproveitar os dados”, explica Rodrigo Freire, do Núcleo de Comunicação Digital da Petrobrás.

Em abril de 2010, foi inaugurado o primeiro mapa interativo, com espécies da fauna e flora da região petrolífera de Urucu, no município de Coari (AM), na floresta amazônica. Na região foi construído um gasoduto para escoar a produção de gás natural para Manaus, inaugurado em 2009 e que custou R$ 4,5 bilhões, considerado uma obra de alto passivo ambiental. Com base no monitoramento de impactos ao meio ambiente do empreendimento, é levantada a base de dados.

Da mesma forma, o mapeamento da biodiversidade marinha de toda a costa brasileira foi colocado nas imagens de satélite públicas do Google Maps. A perspectiva para as próximas ampliações do projeto a curto-prazo, segundo Freire, é colocar novas espécies da fauna marinha, já que só foram contemplados golfinhos, baleias, botos e tartarugas. “Ficou faltando falar dos peixes mais recorrentes na costa brasileira, além de outros animais”, explica.

Para essa nova etapa do projeto, também envolveram-se instituições parceiras como a Fiocruz, a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (FIOTEC), a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca – ENSP, o projeto Tamare o Instituto Baleia Jubarte.