Logística reversa do aço

karinaninni

14 Fevereiro 2011 | 21h05

A cidade de São Paulo vai ganhar um centro-modelo de reciclagem de aço com aproximadamente 10 mil m². O projeto é do Sindicato Nacional da Indústria da Estamparia de Metais (SINIEM), em parceria com a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (ABEAÇO) e está previsto para ser inaugurado em junho. Atualmente, o Brasil produz cerca de 10 milhões de embalagens de aço e recicla 47% delas. “Temos uma vantagem ao atuar nesse setor: já existe uma cadeia de reciclagem pronta, pois o produto tem valor muito alto”, afirma Thais Fagury, gerente-executiva da ABEAÇO. Hoje, o quilo do aço pós-consumo (já utilizado) vale entre R$ 0,30 e R$ 0,40.

Ela diz que cada tonelada de aço reutilizado na siderurgia economiza 1 tonelada e meia de minério de ferro.
 
“Para a siderurgia, o aço pós consumo é um insumo importantíssimo. Nos autos-fornos convencionais, de 25% a 30% do aço usado já é reciclado.”

Thaís afirma que as indústrias que trabalham com aço estrutural (aquele usado na construção civil em forma de vergalhões, treliças e outros materiais) são capazes de produzir aço “novo” com 100% de material reciclado.

O centro está orçado em R$ 2 milhões, custo que será dividido entre fabricantes de embalagens, siderúrgicas e envasadores. E qualquer um pode entregar aço para ser reciclado no local. “Não é preciso ter um intermediário. Estaremos abertos aos cidadãos que queiram levar suas embalagens para reciclagem, assim como para cooperativas, associações, envasadores”, explica Thaís, salientando que o novo centro pretende agregar R$ 0,05 centavos ao preço de mercado, para incentivar a formação de cooperativas auto-sustentáveis.