Marinas certificadas

karinaninni

02 Fevereiro 2011 | 18h46

Com mais de 9 mil km de costa, o Brasil ainda engatinha no estabelecimento de padrões ambientais para a instalação e operação de marinas, estaleiros, oficinas náuticas e empreendimentos similares. Mas uma iniciativa da Fundação Vanzolini, em parceria com a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo) pode ser o pontapé inicial para a certificação desse tipo de negócio.

 “Nós criamos um quadro referencial para controle, principalmente, da poluição ambiental em empreendimentos náuticos. Ele regula descarte de lixo, descarte de restos de pescado, abastecimento das embarcações com combustível, que muito frequentemente provoca vazamentos, e outras atividades. Mas acabamos indo um pouco além da poluição ambiental. Temos critérios até para o controle de ruídos e para a pintura de barcos, para evitar que efluentes tóxicos atinjam as águas”, explica Humberto Ferreira, coodernador técnico do Projeto Marinas na Fundação Vanzolini.

O sistema de certificação desenvolvido pela Fundação tem três níveis, sendo o terceiro o mais rígido. A empresa vai subindo de nível conforme for adequando suas instalações e processos às balizas da certificação.

“No caso do controle de ruídos, por exemplo, a empresa que pleitea o selo tem de se comprometer a isolar o empreendimento acusticamente, com vegetação no entorno, ou mesmo com paredes”, diz Ferreira.  

A Cetesb já recebeu consulta de cerca  de 10 empresas do litoral Norte de São Paulo, que solicitaram a certificação em nível 1.