O anti-espítito natalino

karinaninni

22 Dezembro 2010 | 20h17

As renas são animais dos quais os moradores das regiões tropicais só ouvem falar em uma época do ano: esta em que estamos. São as simpáticas e obedientes condutoras do trenó do bom velhinho.

Mas, nos países nórdicos, as renas fazem parte do cardápio da população, como importante fonte de proteína: cerca de 140 mil animais são consumidos por ano na Escandinávia. Acontece que o abate nem sempre é feito como manda o figurino. Imagens colhidas por pesquisadores da WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal) na Suécia e na Finlândia mostram a crueldade e a falta total de padrões higiene do abate clandestino dos animais.

“Um dos ‘métodos’ consiste em colocar uma faca na medula óssea e deixar o animal tetraplégico antes que ele morra. Ele fica consciente, mas não consegue se mexer. O outro é dar uma porretada na cabeça do animal, que se debate freneticamente para tentar fugir. Isso vai contra todos os padrões de abate humanitário reconhecidos por leis existentes nos próprios países nórdicos”, afirma a gerente de animais de produção da WSPA Brasil, Charli Ludtke.

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De acordo com a legislação em vigor na Suécia e na Finlândia, nenhum tipo de dor ou de sofrimento indevido deve ser imputado a animais em matadouros.

Neste mês em que o mundo todo cultua símbolos natalinos, a WSPA lançou um manifesto on-line (www.wspabrasil.org) apelando aos membros do Conselho Nórdico de Ministros (um fórum interparlamentar para a cooperação entre países nórdicos) para que garantam o cumprimento das leis de proteção animal existentes em ambos os países.