A estranha polaridade entre os átomos

Estadão

25 Novembro 2011 | 16h46

Certos elementos atraem elétrons com mais força do que outros, e por esta razão os pesquisadores sempre acreditaram que somente as moléculas feitas de elementos diferentes é que podiam alcançar o arranjo assimétrico eletrônico conhecido na química como momento de dipolo permanente. Essa ideia caiu por terra com um novo estudo publicado pela revista Science em que é afirmado que as moléculas feitas do mesmo elemento – neste caso, o rubídio – também podem participar deste tipo único de polaridade.

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Segundo o pesquisador Li Weibin e sua equipe, foi descoberta recentemente uma molécula que envolve um átomo de rubídio em seu estado fundamental e outro com um elétron de valência altamente excitada que foi unido por uma ligação eletrônica assimétrica entre os átomos. Vale explicar aqui que, durante o estado excitado, o elétron está em um novo nível de energia, enquanto o átomo em estado fundamental continua no estado original.

Li e seus colegas descrevem a nuvem de elétrons excitados do átomo (na foto abaixo) como uma extensão exterior tão forte que o outro átomo que em seu estado fundamental fica essencialmente subordinado dentro dela. Com base nesta geometria incomum, a molécula de rubídio adota um momento de dipolo permanente e atrai muito mais elétrons.

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